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Questão 1
 O texto transcrito logo acima, extraído de aulas de Biologia, poderia receber o seguinte título: A fagocitose. Do ponto de vista dos "personagens" que dele participam, traduz uma estrutura:
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Questão 2

A última fala registrada no presente cartum se apoia em um pensamento:
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Questão 3
Ainda na última fala do cartum, o instrumento gramatical ou revela, dentro do contexto verbal criado,
uma ideia de:
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Questão 4
Texto 3
TIRO AO ÁLVARO
De tanto levar “frechada” do teu olhar
Meu peito até parece sabe o quê?
“Tauba” de tiro ao “álvaro”
Não tem mais onde furar
Teu olhar mata mais do que
Bala de carabina
Que veneno estricnina
Que peixeira de baiano
Teu olhar mata mais do que
Atropelamento de “automóver”
Mata mais que bala de revólver
Adoniran Barbosa
Um dos recursos expressivos desse texto – uma composição musical – consiste na valorização de uma
escrita fonética, o que só não se confirma em:
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Questão 5

“O bacana de computador é que ele trabalha quanto você quiser!” O uso do “você” na tirinha apresenta o mesmo valor semântico da sentença:
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Questão 6
Texto 5
O DEUS DAS TRINCHEIRAS
Dizem que na Primeira Guerra Mundial, durante as tréguas de Natal, de uma trincheira se
podiam ouvir as comemorações na trincheira inimiga. Nos dois lados, cantavam hinos cristãos, e
havia sermões e imprecações a Deus, que era o mesmo para os dois lados, mesmo que as religiões
não fossem as mesmas. Os capelães militares sempre tiveram a dura tarefa de convencer as tropas e a
si próprios de que o Deus a que rezavam lhes daria a vitória. Já que não podiam dizer que cada lado
tinha o seu Deus e o deles era mais forte, inferiam que o Deus invocado era único, mas tinha seus
gostos, e os preferia. Deus torcia por eles, não importava o que dissessem os capelães do inimigo.
VERÍSSIMO, Luis Fernando. O Globo. 20 ago. 2009, p. 7.
São vários os recursos estilísticos que a língua possui. Os textos os usarão de acordo com a sua conveniência
e as características do autor. No texto acima, verifica-se:
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Questão 7
O texto possui elementos coesivos que promovem sua manutenção temática. A partir dessa perspectiva,
conclui-se que:
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Questão 8
Texto 6
A DIFÍCIL ARTE DE SABER AMAR
Se tudo fosse — “Eu te amo. Você me ama? Resposta: “Amo. Pronto! Seria simples. E
foram felizes paro o resto da vida. Quando tal diálogo acontece e duas pessoas percebem que se
amam, aí a dúvida e a confusão não terminam. Começam! Não está disposto na lei da vida que
duas pessoas que se amam saibam amar. O normal é as duas não saberem. Raro é as duas saberem.
O habitual é uma saber e aguentar o rojão pela outra. Saber! amar! Quanta gente prefere viver
com alguém que sabe amar, mesmo que não o ame! Quanto amor pode brotar da relação com
quem sabe amar! Quem sabe amar pode até realizar o milagre de acabar recebendo o amor de
quem não o ama, ou ama e não sabe. Saber amar é conhecer o amor como forma de arte. O amor
é apenas um sentimento, enquanto que saber amar é uma criação, visão estética do amor. Tanto
é flor na hora certa, como presente fora de hora. Saber amar implica conhecer sabedorias que o
amor não sabe, como esperar, deixar fluir, não invadir as dúvidas do outro, abafar nem impedir
que a outra parte supere a fossa, a angústia ou a dor que a oprime. Quem ama desama junto. Quem
sabe amar, por conhecer exata dos orgulhos que valorizam o amor, suporta tal sentimento, desde
que seja passageiro, é claro. Quem ama, quando cansa, pode voltar a amar. Quem sabe amar,
quando desliga, é para sempre. É mais fácil afrontar a quem ama do que a quem sabe amar. Este
conhece tanto a importância do seu sentimento, que, quando o retira, machucado, incompreendido
ou ferido de morte, é para sempre. Cuidado com quem ama! Mas cuidado maior com quem
sabe amar! Quem perde um amor perde menos do que quem perde alguém que sabe amar. Saber
amar é depender. Não é ser servil. Não é viver agradando, não é fazer o que o outro quer. Saber
amar é ter as reações certas, de compreensão e crítica; é ocupar todo o seu lugar no espaço e no
tempo do sentimento e da emoção do outro. Saber amar é até saber desistir. Saber amar é aquela
parte que, partindo do amor, procura (até encontrar) a parte do outro que um dia saberá amar. E a
encontrando tem paciência, afeto e tolerância. A menos que descubra que ela não merece. Porque
saber amar é também ter a coragem das renúncias, bravura raramente em quem, apenas, ama.
Artur da Távola
Em uma sociedade letrada ,como a nossa, são construídos textos diversos para dar conta das necessidades
cotidianas de comunicação. Assim, para utilizarmos algum gênero textual, é preciso que conheçamos
bem seus elementos. O texto acima pertence ao gênero Artigo de opinião, bastante empregado
na imprensa escrita. Conhecer o seu contexto de produção é também importante para que entendamos
os objetivos do emissor do mesmo: escrito no jornal O Dia em 8 de dezembro de 1999, um jornal
popular , de grande circulação, para leitores habituais. Dos objetivos comunicativos predominantes
no texto, qual , relatado abaixo, não pode ser verificado?
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Questão 9
Aponte a alternativa que apresenta o modo de organização discursiva predominante no texto em questão.
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Questão 10
Alguns elementos de coesão devem ser utilizados para que um texto fique claro a seu leitor. Por
exemplo, o uso do pronome demonstrativo tem essa função ao se referir a um elemento do texto sem
repeti-lo.
Observe:
“Este conhece tanto a importância do seu sentimento...”
A quem se refere o pronome este no contexto supracitado?
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Questão 11
“Saber amar implica conhecer sabedorias que o amor não sabe”.
O verbo implicar pode ser empregado em alguns contextos. Perceberemos que sua transitividade e seu
sentido vão ser alterados de acordo com a contextualização do mesmo. Que sentido o verbo implicar
apresenta no fragmento acima?
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Questão 12
Texto 7
ELEGIA
Há coisas que a gente não sabe nunca o que fazer com elas...
Uma velhinha sozinha numa gare.
Um sapato preto perdido do seu par: símbolo
da mais absoluta viuvez.
As recordações das solteironas.
Essas gravatas de um mau gosto tocante
que nos dão as velhas tias.
As velhas tias.
Um novo parente que se descobre.
A palavra “quincúncio”.
Esses pensamentos que nos chegam de súbito nas ocasiões mais impróprias.
Um cachorro anônimo que resolve ir seguindo a gente pela madrugada na cidade deserta.
Este poema, este pobre poema
sem fim...
Mário Quintana
Vocabulário
Elegia - s.f.(a) Composição poética ou musical consagrada ao luto e a tristeza.
Gare - do francês, estação de estrada-de-ferro.
O eu-lírico estrutura seu poema através, principalmente, da (do):
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Questão 13
Observando-se o título do poema, podemos relacioná-lo, diretamente, pelo campo semântico e pelo
contexto às palavras (retiradas do poema):
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Questão 14
Muitas poesias modernistas são repletas de coloquialismo e de traços de afetividade.
Há exemplo de coloquialismo e traços de afetividade em quase todos os versos abaixo, exceto:
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Questão 15
Texto 8
O QUE É LITERATURA
A Literatura, como toda arte, é uma transfiguração do real, é a realidade recriada através do
espírito do artista e retransmitida através da língua para as formas, que são os gêneros, e com os quais
ela toma corpo e nova realidade. Passa, então, a viver outra vida, autônoma, independente do autor e
da experiência de realidade de onde veio. Os fatos que lhe deram às vezes origem perderam a realidade
primitiva e adquiriram outra, graças à imaginação do artista. São agora fatos de outra natureza,
diferentes dos fatos naturais objetivados pela ciência ou pela história ou pelo social.
O artista cria ou recria um mundo de verdades que não são mensuráveis pelos mesmos padrões
das verdades fatuais. Os fatos que manipulam não têm comparação com os da realidade concreta. São
as verdades humanas gerais, que traduzem antes um sentimento de experiência, uma compreensão e
um julgamento das coisas humanas, um sentido da vida, e que fornecem um retrato vivo e insinuante
da vida, o qual sugere antes que esgota o quadro.
A Literatura é, assim, vida, parte da vida, não se admitindo que possa haver conflito entre uma
e outra. Através das obras literárias, tomamos contato com a vida, nas suas verdades eternas, comuns
a todos os homens e lugares, porque são as verdades da mesma condição humana.
Afrânio Coutinho
De acordo com o entendimento do texto, pode-se inferir que:
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Questão 16
O artista cria ou recria um mundo de verdades que não são mensuráveis pelos mesmos
padrões das verdades fatuais.
Marque a opção que não diz respeito diretamente à afirmação anterior.
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(A) A Literatura é, assim, vida, parte da vida, não se admitindo possa haver conflito entre uma e outra. |
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(B) A Literatura proporciona a criação de fatos de outra natureza, diferentes dos fatos naturais objetivados pela ciência ou pela história ou pelo social. |
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(C) Literatura é a realidade recriada através do espírito do artista e retransmitida através da língua. |
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(D) A Literatura, como toda arte, deve ser medida como qualquer outra realidade concreta, social, histórica ou científica. |
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(E) A Literatura passa, então, a viver outra vida, autônoma, independente do autor e da experiência de realidade de onde veio. |
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Questão 17
Na oração: “que fornecem um retrato vivo e insinuante da vida” (segundo parágrafo), a palavra “que”
classifica-se, morfologicamente, como:
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Questão 18
Texto 9
Antigamente a vida era outra aqui neste lugar onde o rio, deixando o coração bater em pedras,
dando areia, cobra d’água inocente, risos-líquidos, e indo ao mar, dividia o campo em que os filhos
de portugueses e da escravatura pisaram.
(....)
Um dia essas terras foram cobertas de verde com carro de boi desafiando estradas de terra,
gargantas de negros cantando samba duro, escavação de poços de água salobra, legumes e verduras
enchendo caminhões, cobra alisando o mato, rede armadas nas águas. Aos domingos, jogo de futebol
no campo do Paúra e bebedeira de vinho sob a luz das noites cheias.
(....)
Cidade de Deus deu a sua voz para as assombrações dos casarões abandonados, escasseou
a fauna e a flora, remapeou Portugal Pequeno e renomeou o charco: Lá em cima, Lá na Frente, Lá
Embaixo, Lá do Outro Lado do RIO e Os Apês.
Ainda hoje, o céu azula e estrelece o mundo, as matas enverdecem a terra, as nuvens clareiam
as vistas e o homem avermelhando o rio. Aqui agora uma favela, a neofavela de cimento, armada
de becos-bocas, sinistros-silêncios, com gritos-desesperos no correr das vielas e na indecisão das
encruzilhadas.
Os novos moradores levaram lixo, latas, cães vira-latas, exus e pombagiras em guias intocáveis,
dias para se ir à luta, o soco antigo para ser descontado, restos de raiva de tiros, noites para
velar cadáveres,resquícios de enchentes, biroscas, feiras de quartas-feiras e as de domingos, vermes
velhos em barrigas infantis, revólveres, orixás enroscados em pescoços, frango de despacho, samba
de enredo e sincopado, jogo do bicho, fome, traição, mortes, jesus cristos em cordões arrebentados,
forró quente para ser dançado, lamparina de azeite para iluminar o santo, fogareiros, pobreza para
querer enriquecer, olhos para nunca ver, nunca dizer, nunca, olhos e peito para encarar a vida, despistar
a morte, rejuvenecer a raiva, ensanguentar destinos, fazer a guerra e ser tatuado. Foram atiradeiras,
revistas Sétimo Céu, panos de chão ultrapassados, ventres abertos, dentes cariados, catacumbas incrustradas
nos cérebros, cemitérios clandestinos, peixeiros, padeiros, missa de sétimo dia, pau para
matar a cobra e ser mostrado, a percepção do fato antes do ato, gonorreias malcuradas, as pernas para
esperar ônibus, as mãos para o trabalho pesado, lápis para as escolas públicas, coragem para virar a
esquina e a sorte para o jogo de azar. Levaram também as pipas, lombo para a polícia bater, moedas
para jogar porrinha e força para tentar viver.Transportaram, também, o amor para dignificar a morte
e fazer calar as horas mudas.
Por dia, durante uma semana, chegavam de trinta a cinquenta mudanças do pessoal que trazia
no rosto e nos móveis as marcas das enchentes. Estiveram alojados no estádio de futebol Mário Filho
e vinham em caminhões estaduais cantando:
Cidade maravilhosa
cheia de encantos mil...
(Lins, Paulo. Cidade de Deus. São Paulo: Companhia das Letras, 1997)
A descrição, utilizada no quinto parágrafo, remete-nos a uma corrente literária que estabelece um
nexo de causa e efeito entre alguns fatores sociológicos e biológicos e a conduta dos personagens.
Essa corrente é:
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Questão 19
Ainda hoje, o céu azula e estrelece o mundo, as matas enverdecem a terra, as nuvens
clareiam as vistas e o homem inova avermelhando o rio. (l.12-13)
Na passagem acima, o último elemento da sequência de verbos relacionados à cor e à luz apresenta,
em relação aos anteriores, uma diferença quanto ao sentido. Essa diferença está relacionada à seguinte
atitude do homem:
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Questão 20
Aqui agora uma favela, a neofavela de cimento, armada de becos-bocas, sinistros-silêncios,
com gritos-desesperos (15-16)
Nessa passagem, o emprego dos artigos e dos elementos modificadores produz um certo efeito. Esse
efeito pode ser descrito como:
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Questão 21
As enumerações presentes no quinto parágrafo compõem um painel da vida na Cidade de Deus. Essa
composição está baseada, sobretudo, no seguinte procedimento narrativo:
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Questão 22
Texto 10
“Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras,
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!”
(Casimiro de Abreu)
Texto 11
“Ai, que saudades que tenho
Da aurora da minha vida
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais...
Me sentia rejeitada,
Tão feia, desajeitada,
Tão frágil, tola, impotente,
Apesar dos laranjais.”
(Ruth Rocha)
Assinale a alternativa incorreta.
O texto 11 resgata e subverte o texto 10 por meio de :
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(A) diferenças de ponto de vista entre o texto 11 e o texto 10, como, por exemplo, a infância, tematizada como o lugar da evasão para a felicidade, no texto I. |
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(B) semelhanças entre o texto 11 e o texto 10 , como, por exemplo, a interjeição seguida de um pronome indefinido e de um substantivo abstrato, abrindo as estrofes de ambos os textos. |
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(C) semelhanças entre o texto 11 e o texto 10, como, por exemplo, os versos 2 e 3 , que constituem o objeto indireto “de saudades”, preenchido com as mesmas figuras de “aurora” e de “infância querida”. |
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(D) diferenças entre o texto 11 e o texto 10, como, por exemplo, a expressão “saudades(...) da minha infância querida”, que, no texto 11, adquire uma conotação de ironia. |
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(E) diferenças entre o texto 11 e o texto 10 , como,por exemplo, na utilização de palavras apoéticas pelo texto 11. |
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Questão 23
Em ambos os textos, além da poética, há predomínio da função:
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Questão 24

A imagem anterior (texto 12), representa um mito grego. Assinale a transcrição de parte desse mito que pode ser associada a ela.
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(A) Dédalo era ateniense de nascimento e tido por membro dos Erecteidas, uma vez que era filho de Métion, filho de Eupálamo, filho de Erecteu. Em termos de habilidades naturais, ele sobrepujava em muito todos os outros homens e dedicava-se à arte de edificações, à confecção de estátuas e ao trabalho da pedra. |
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(B) Quando Minos ficou sabendo que Teseu e seus companheiros tinham fugido, prendeu Dédalo, por ele culpado pelo ocorrido, no Labirinto, juntamente com seu filho Ícaro, que ele tivera de Naucrátis, escrava de Minos. |
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(C) Dédalo então confeccionou asas para ele e seu filho; quando este ia se pôr ao voo, ele o advertiu de que não voasse muito alto, por temer que a cola derretesse ao sol, desfazendo as asas, nem muito baixo junto ao mar, por temer que elas se desmanchassem devido à umidade. |
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(D) Mas Ícaro desconsiderou as instruções de seu pai e, orgulhoso, elevou-se sempre mais alto; ao derreter a cola, caiu ao mar, chamado de Icário por causa dele, e pereceu. Já Dédalo voou em segurança até Camico, na Sicília. |
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(E) Chamado à ilha de Dolique, Dédalo avistou o corpo de Ícaro lá deposto na praia, sepultou-o, dando à ilha o nome de Icária, ao invés de Dolique. Dédalo, por sua vez, confeccionou uma estátua em Pisa à semelhança de Héracles; este, certa noite, não a reconhecendo, tomou-a por pessoa viva e apedrejou-a. |
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Questão 25
 O texto verbal que aparece nos dois balões da tirinha de Fernando Gonsales tem a função de:
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Questão 26
O instrumento gramatical que sugere a função primordial do texto verbal é o emprego dos verbos no(a):
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Questão 27
Texto 14
“É muito inteligente pagar R$ 12 por adolescente num projeto de aprendizagem do que R$
1.700 na Febem. Se não for por ética, é preciso romper com o sistema de exclusão social por economia.”
Viviane Senna
O texto acima, de Viviane Senna, sugere que:
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Questão 28
Texto 15
QUERIDO JOSÉ
Escrevo-te estas poucas linhas para recordar o passado entre nós dois. José desde aquele dia
em que me encontrei com você na Praça Tiradentes e depois você não veio mais falar comigo, eu
fiquei muito triste mas não deixei de pensar em ti, (...) peço que venha falar comigo, que daí nós se
acertamos, eu quero ser feliz com você, é triste a gente andar como cigana, jogada de um canto a
outro, estarei morta para teu coração? (...) sou tua na expressão da verdade.
Maria
P.S Tenho certeza que desculpas a minha letra, bem sabes que sou quase analfabeta. A mesma.
Dalton Trevisan
No contexto da carta, o uso de certas expressões como “Escrevo-te estas poucas linhas, estarei morta
para teu coração?”, “sou tua na expressão da verdade”, “A mesma” quer dizer que o personagem:
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Questão 29
Em “bem sabes que sou quase analfabeta.”, há uma declaração que, em nome da verossimilhança, conduz
o autor, pela boca do narrador, insinuar a cultura oral da personagem, o que não se justifica no(a):
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Questão 30
Texto 16
O CONTO DA ILHA DESCONHECIDA
“Um homem foi bater à porta do rei e disse-lhe, Dá-me um barco. A casa do rei tinha muitas
mais portas, mas aquela era a das petições. Como o rei passava todo o tempo sentado à porta dos
obséquios (entenda-se, os obséquios que lhe faziam a ele), de cada vez que ouvia alguém chamar à
porta das petições fingia-se desentendido, e só quando o ressoar contínuo da aldraba de bronze se
tornava, mais do que notório, escandaloso, tirando sossego à vizinhança (as pessoas começavam a
murmurar, Que rei nós temos, que não atende), é que (...)”
José Saramago
Pode-se afirmar que há nesse fragmento:
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Questão 31
 Observe a tira e assinale a alternativa correta:
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Questão 32
O discurso de Mafalda, personagem dos quadrinhos, revela essencialmente:
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Questão 33
Texto 18
PARA ISSO HAVIA VINDO DO CEARÁ
Bem-Te-Vi morreu há quase dois anos, mas, no momento mesmo em que foi morto, nem bem
o carregavam como um fardo, já ia rumo ao esquecimento. Reis são mortos e postos a toda hora na
Rocinha.
Naquele dia, ia vistoriar seus postos de comércio cercado por 12 seguranças, sua guarda
pretoriana, mas não sabia que, no caminho, policiais com 4 mil munições estocadas numa quitinete
esperavam por ele.
Ninguém os havia visto entrar sorrateiros na cidadela, atravessando as vielas.
Para isso, havia vindo do Ceará. Para parar diante da quitinete às duas e tantas da madrugada
daquele exato sábado, com seu cabelo pintado de vermelho, sua pistola Glock, seus 28 anos e a certeza
de ter vencido na vida.
Quem lhe pôs o apelido de Bem-Te-Vi não pensou no alçapão. E o apelido deve ter sido posto
antes de ele virar bandido, porque bandido não tem apelido, tem codinome, e não ficaria bem a um
bandido ser chamado como passarinho. Pelo menos, não ao bandido que se sabia o mais procurado
pela polícia, e que com seu celular se fotografou sorrindo, de peito nu, empunhando uma Uzi dourada. Àquele melhor caberia chamar-se Gavião.
Erismar, como havia sido batizado no começo de tudo, quando ainda não era possível – ou
era? – prever sua trajetória, chegou ao Rio aos 11 anos e aos 14 entrou para o tráfico. Os jovens que
estão transformando as periferias de Paris em campo de batalha, incendiando carros e destruindo
escolas, devem ter aproximadamente a mesma idade.
Sim, é claro, os jovens franceses que a França abriga tão a contragosto, vindos das antigas
colônias ou filhos de emigrantes, estão defendendo a sua cidadania, o seu direito à igualdade. Os jovens
sempre descarregam em guerras o excesso de testosterona, e as causas nobres sempre justificam a guerra.
Um traficante não luta por causas nobres. Um traficante, quando distribui presentes à comunidade
e faz assistencialismo, não é, à moda de Robin Hood, para redistribuir renda, mas para garantir
conivência. Um traficante é uma variante de mercenário, faz guerra pelo butim e pela possibilidade,
ainda que pequena, de vir um dia a ser chefe, com armas douradas, guarda de corpo e três mulheres.
Mas, na sociedade do eu, que estimula a satisfação dos desejos e se esmera em multiplicálos,
na sociedade midiática em que 15 minutos de fama são meta mais recomendável do que uma
digna vida obscura, na nossa sociedade que, após ter falsamente horizontalizado os bens e as marcas
se volta agora para o luxo mais desenfreado e exclusivo, o dinheiro pode ser considerado uma causa
suficientemente nobre para fazer- se soldado.
O reinado de Bem-Te-Vi não durou nem dois anos. O de Soul, seu sucessor, durou apenas dois
dias. Ambos haviam acompanhado seu chefe, Lulu, e o haviam visto ser morto pela polícia. Ambos
sabiam que só teriam 15 minutos pela frente. Mas achavam que valia a pena. E, nas favelas deste país,
que só fazem crescer, há cada vez mais jovens pensando dessa maneira.
(Marina Colasanti – Jornal do Brasil, Caderno B – 6 de novembro de 2005, com adaptações)
O título do texto sugere:
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Questão 34
A afirmativa “Reis são mortos e postos a toda hora na Rocinha” encontra exemplificação no segmento:
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(A) “...bandido não tem apelido, tem codinome, e não ficaria bem a um bandido ser chamado como passarinho.” |
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(B) “Pelo menos, não ao bandido que se sabia o mais procurado pela polícia, e que com seu celular se fotografou sorrindo, de peito nu, empunhando uma Uzi dourada.” |
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(C) “Quem lhe pôs o apelido de Bem-Te-Vi não pensou no alçapão. E o apelido deve ter sido posto antes de ele virar bandido, porque bandido não tem apelido...” |
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(D) “Um traficante não luta por causas nobres. Um traficante, quando distribui presentes à comunidade e faz assistencialismo, não é, à moda de Robin Hood...” |
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(E) “O reinado de Bem-Te-Vi não durou nem dois anos. O de Soul, seu sucessor, durou apenas dois dias. Ambos haviam acompanhado seu chefe, Lulu, e o haviam visto ser morto pela polícia.” |
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Questão 35
“Quem lhe pôs o apelido de Bem-Te-Vi não pensou no alçapão” – de acordo com o contexto, a palavra
em destaque remete ao segmento:
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Questão 36
O último parágrafo do texto em questão tem uma estrutura:
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Questão 37
Texto 19
SOLIBAR
Sei dos pingos da goteira
Batucando no passado
E sei que as cinzas da fogueira
Não recomporão os galhos
Dia sim e dia não
Dói a minha solidão
Eu tô ficando aperreado
São trinta copos de chopp
São trinta homens sentados
Trezentos desejos presos
Trinta mil sonhos frustrados
No bar “Savoy” na Sertã
No “Luna” bar no Leblon
Vejo a tristeza do gado
Alceu Valença
São interpretações possíveis para o texto acima, EXCETO:
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(A) O título relaciona solidão a bar, representando que o eu-lírico, mesmo em lugares de confraternização, sente-se só e percebe a solidão a sua volta. |
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(B) A primeira estrofe representa que o passado não há como ser recomposto e isto, associado à solidão, angustia o eu-lírico. |
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(C) O eu-lírico mostra que, só através do álcool, do apoio dos amigos de bar, consegue satisfazer-se, anulando a solidão e a angústia. |
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(D) A gradação (trinta, trezentos e trinta mil) representa que o problema da angústia, da solidão, não tem solução, que ele se amplia, ao invés de ser solucionado. |
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(E) O eu-lírico busca relacionar um mundo citadino a uma linguagem mais regional, mais coloquial a fim de tornar seu texto mais espontâneo. |
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Questão 38
Mesmo considerando que o texto de Alceu Valença seja atual, podemos encontrar elementos que nos
remetem ao Modernismo. Quase todas as alternativas abaixo apresentam características modernistas
presentes na letra de música, EXCETO:
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Questão 39
Qual das alternativas abaixo melhor explica a palavra em destaque no verso: “Eu tô ficando aperreado”?
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Questão 40
Texto 20
INSEGURANÇA E MEDO NO MUNDO CONTEMPORÂNEO
A questão teórica dos escritos do sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, recai especialmente sob
o aspecto da insegurança e indeterminação, que, na compreensão do autor, são marcas dos tempos atuais.
Essa temática é recorrente na maioria de suas obras. Segundo Bauman, em nossa época extremamente
carente de certezas, proteção e segurança, os medos são muitos e indissociáveis da vida
humana. Tememos a violência urbana, as catástrofes naturais, o desemprego, as epidemias, o terrorismo,
a exclusão. Como consequência disso, buscamos incansavelmente a atualização profissional e o
acúmulo de conhecimento, nos fechamos em nossas casas cada vez mais equipadas com sofisticados
sistemas de segurança, mas nem por isso capazes de nos propiciar alívio e conforto diante de nossos
temores; dirigimos carros blindados, evitamos espaços públicos e o contato com estranhos, os quais
nos parecem cada vez mais ameaçadores e aterrorizantes. Para o autor as esperanças de um maior
controle e domínio sobre o mundo social e natural depositadas nos tempos modernos se esvaíram. No
ambiente líquido-moderno, as incertezas, perigos e ameaças são uma constante. Em Medo Líquido,
Bauman faz um inventário dos medos que assombram os indivíduos na modernidade líquida, buscando
encontrar suas origens comuns e, ainda, propiciar um diálogo e reflexão que permitam aplacar
os anseios dos nossos tempos.
(Najla Franco Frattari)
O título do texto 20 anuncia que o assunto a ser tratado refere-se a um momento específico da história
da humanidade, a contemporaneidade. Numa das alternativas, há uma sequência que sugere os motivos de nsso temor. Assinale-a:
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(A) “A questão teórica recai especialmente sob o aspecto da insegurança e indeterminação, que na compreensão do autor são marcas dos tempos atuais.” |
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(B) “Essa temática é recorrente na maioria de suas obras. Segundo Bauman, em nossa época extremamente carente de certezas, proteção e segurança, os medos são muitos e indissociáveis da vida humana.” |
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(C) “Tememos a violência urbana, as catástrofes naturais, o desemprego, as epidemias, o terrorismo, a exclusão.” |
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(D) “...buscando encontrar suas origens comuns e, ainda, propiciar um diálogo e reflexão que permitam aplacar os anseios dos nossos tempos.” |
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(E) “Para o autor, as esperanças de um maior controle e domínio sobre o mundo social e natural depositadas nos tempos modernos se esvaíram.” |
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Questão 41
Texto 21
CONGRESSO INTERNACIONAL DO MEDO
Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
Carlos Drummond de Andrade
A ideia de que o medo nem sempre foi uma constante a ser cantada nos versos do poeta pode ser
percebida na seguinte passagem do texto:
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Questão 42
Texto 22
ADOLESCENTE
A vida é tão bela que chega a dar medo.
Não o medo que paralisa e gela,
estátua súbita,
mas
esse medo fascinante e fremente de curiosidade que faz
o jovem felino seguir para frente varejando o vento
ao sair, à primeira vez, da gruta.
Medo que ofusca: luz!
Cumplicemente,
as folhas contam-te um segredo
velho como o mundo:
Adolescente, olha! A vida é nova...
A vida é nova e anda nua
-Vestida apenas com o teu desejo!
(Mário Quintana) ( 1906/ 1994).
No poema, existem elementos que contribuem para a coesão textual. A alternativa que apresenta o
elemento de coesão textual destacado responsável pela construção da ideia de medo diferente da
apresentada pelo texto 21 é:
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Questão 43

Os elementos não verbais estão carregados de valor semântico. O elemento presente na charge que justifica o medo do homem em ser contagiado pelo vírus da gripe A é:
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Questão 44
Texto 24
A RAZÃO DOMINADA PELA FORMOSURA
Importuna Razão, não me persigas;
Cesse a ríspida voz que em vão murmura;
Se a lei de Amor, se a força da ternura
Nem domas, nem contrastas, nem mitigas:
Se acusas os mortais, e os não abrigas,
Se (conhecendo o mal) não dás a cura,
Deixa-me apreciar minha loucura,
Importuna Razão, não me persigas.
É teu fim, teu projeto encher de pejo
Esta alma, frágil vítima daquela
Que, injusta e vária, noutros laços vejo:
Queres que fuja de Marília bela,
Que a maldiga, a desdenhe; e o meu desejo
É carpir, delirar, morrer por ela.
Fonte: BOCAGE, Manuel Maria Barbosa du. Sonetos. Rio de Janeiro/Belo Horizonte: Garnier, 1994, p. 31
Um dos mais importantes poetas do Arcadismo português, Bocage é, no entanto, considerado um autor
pré-Romântico. No poema, uma característica que explica por que ele é visto como um precursor do
Romantismo é a
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Questão 45
Há, em dado verso, a comprovação de que a linguagem do soneto caminha para um tom hiperbólico,
comum aos textos que já anunciam seu quê Romântico. Assinale-o:
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